segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A era após os warblogs

Após o advento dos warblogs – blogs com relatos de guerras - os blogs passaram a ser melhor compreendidos entre os jornalistas, tornando-se modelos para diversos diários digitais.

Muitas empresas passaram a estimular a criação de weblogs para os seus colunistas. Ainda assim, houve alguns percalços, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Neste país, houve inúmeros casos de jornalistas que foram demitidos por terem criado blogs.

Um dos casos mais destacados foi o do jornalista ChezPazienza, veterano produtor da rede CNN, que foi demitido da empresa por conta da grande visibilidade na rede que o seu blog pessoal atingiu.

A situação serve de exemplo para a constatação de uma realidade - o Jornalismo começara a adotar definitivamente os blogs como ferramenta de trabalho. Nos Estados Unidos, berço dos blogs e warblogs, a presença do blog no Jornalismo era significativa já no ano de 2003. No Brasil, percebe-se uma incorporação crescente do blog ao trabalho jornalístico no período que vai de 2003 até o ano de 2006.

A partir de 2006, os principais grupos jornalísticos do país passam a adotar blogs em alguns de seus jornais online. São exemplos dessa situação o

Folha e Estadão, o JB online, que já havia criado o seu primeiro Blog em 2004; Veja.com e A Tarde Online, em 2006; O Dia Online, ZeroHora.com, Diario.com, Terra Magazine e Rádio CBN, em 2007.

Paralelo à adoção dos blogs pelas empresas jornalísticas tradicionais, surgem também os primeiros casos de blogs jornalísticos independentes, que não estão vinculados a uma empresa jornalística.

Os Blogs independentes são meios criados normalmente por jornalistas e/ou pesquisadores acadêmicos para a cobertura jornalística de uma área ou região específica, e que compensam a falta de estrutura de produção, como a dos grandes jornais, com o aproveitamento do potencial coletivo da blogosfera através dos uso dos links, do reaproveitamento do material jornalístico produzido pelo jornalismo online tradicional ou pelos próprios meios tradicionais, onde muitas vezes os jornalistas que editam blogs trabalham.



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